10 brasileiros que vão te fazer acreditar na ciência nacional

Mesmo sem o nível de investimento ideal, a ciência do Brasil é motivo de orgulho. Especialistas de várias áreas do conhecimento driblam as dificuldades e conseguem fazer pesquisas de ponta. Conheça os cientistas que nos fazem acreditar na ciência nacional:

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Thaisa Bergmann
A astrônoma venceu o prêmio prêmio For Women in Science, por sua pesquisa sobre buracos negros supermassivos — foi ela a primeira pessoa a observar um disco de acreção (disco de poeira e gás que se forma ao redor dos buracos negros) em uma galáxia considerada inativa. Ela lamentou a falta recursos na ciência brasileira, mas não se desmonstrou abatida: “Embora existam países com mais dinheiro e mais facilidades do que o Brasil, o nível da pes­quisa aqui não deixa a desejar”.

Mayana Zatz
Bióloga molecular e geneticista brasileira, Zatz contribuiu principalmente no campo de doenças neuromusculares, como esclerose lateral amiotrófica (ELA) e paraplegias espásticas. Fundou a Associação Brasileira de Distrofia Muscular e foi uma das responsáveis por encontrar um dos genes ligados a um tipo de distrofia dos membros, além do gene da síndrome de Knobloch.

 

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Marcelo Gleiser
O professor de física, astronomia e filosofia natural do tradicional Dartmouth College, nos EUA, é um dos grandes divulgadores da ciência no Brasil — seja através do Twitter ou de suas contribuições para veículos nacionais, como a Folha de S. Paulo. Através de obras como A Simples Beleza do Inesperado, Gleiser passa a sua visão sobre “uma vida ciente de que nós somos criações cósmicas, pertencentes a um universo do qual somos parte essencial”.

Miguel Nicolelis
O cientista brasileiro foi considerado pela Scientific American uma dos 20 maiores cientistas do mundo, na década passada. Dentre o vasto trabalho, se destaca o mecanismo que possibilitou que o primeiro chute da Copa de 2014 no Brasil, fosse dado por um paraplégico. No Twitter, além de divulgar seus trabalhos recentes, não esconde sua paixão pelo Palmeiras.

 

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Suzana Herculano-Houzel
A neurocientista se tornou um nome renomado em seu campo com um feito “simples”: contando o número de neurônios no cérebro: 86 bilhões. Ninguém tinha tido a ideia da técnica, que consiste em esmagar cérebros em um detergente até formar uma solução homogênea, que possibilita a contagem das células. “Quando você entende esses aspectos mais básicos, ganha insights sobre as implicações disso para o envelhecimento, doenças e tudo o mais”. Hoje, a cientista desenvolve suas pesquisas na Universidade de Vanderbilt, nos EUA.

Artur Ávila
O matemático foi o primeiro brasileiro a receber a Medalha Fields, considerado o Nobel de sua área — também foi o primeiro latino-americano e lusófono a ganhar a honraria. Ávila é especialisa em sistema dinâmicos. “Trabalho com Operadores Schrödinger, com dinâmica conservativa em baixa dimensão, essas áreas que são difíceis de comunicar”, disse ele, na edição de julho da GALILEU. Hoje, o matemático se divide entre o Impa e o centro Nacional para a Pesquisa Científica, na França, e mostra que a matemática brasileira também tem lugar no mundo.

 

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Duília de Mello
A astrofísica coleciona feitos notáveis para qualquer pessoa que ama astronomia: trabalhando em um dos centros de estudo mais importantes da NASA, o Goddard Space Flight Center (GSFC), onde analisava as imagens do Hubble, ela descobriu uma supernova e o fenômeno das bolhas azuis: aglomerados estelares “perdidos” no espaço entre as galáxias. Atualmente, é vice-reitora da Universidade Católica da América (a PUC dos Estados Unidos), e continua como pesquisadora associada da agência espacial norte-americana. Atua ativamente em prol da popularização da ciência e da inclusão de garotas em carreiras científicas e tecnológicas. “O único jeito de mudar isso [aumentar o número de mulheres cientistas] é mostrando para meninas e meninos que mulheres também fazem ciência”.

Marcelo Viana 
Em 2016, o diretor do Impa ganhou o Grand Prix Scientifique Louis D., principal prêmio científico da França — por uma pesquisa desenvolvida com o francês François Labourie, da Universidade de Nice. Com seus estudos sobre sistemas de comportamento caótico, o matemático mostrou que os brasileiros têm vocação para domar a famosa Teoria do Caos. “‘Caos’ é interpretado como uma bagunça completa. Mas o que a gente foi descobrindo é que esses sistemas têm regras e podem ser entendidos, desde que você use a linguagem certa”.

Celina Turchi
Um dos nomes mais importantes da ciência atual, Turchi comandou o grupo de pesquisas que descobriu a relação entre o vírus da Zika e a microcefalia. Em 2016, foi considerada uma das 10 cientistas mais importantes do ano pela revista Nature, em 2017 foi eleita pela Time como uma das 100 pessoas mais influentes do ano.

Niède Guidon
A arqueóloga é uma das responsáveis pela exploração do sítio arqueológico de Coronel José Dias, no Piauí. As descobertas de Guidon mudaram a percepção da chegada da humanidade no continente americano, já que algum dos artefatos que encontrou datam de 58 mil anos atrás (acreditava-se que a chegada teria se dado há cerca de 15 mil anos).

(Texto GIULIANA VIGGIANO – Revista Galileu)

 

 

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